http://www.youtube.com/watch?v=O7BjyogZ_3k&feature=fvst
http://www.youtube.com/watch?v=slOneovpOEk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=DcCnmPeutP4&feature=fvwrel
04 abril 2011
02 abril 2011
COMO SURGE UM CÂNCER?
É um processo complicado, mas vou tentar escrever do jeito mais simples possível. Mais uma vez a descrição não será 100% exata, já que esse texto não é voltado para estudantes da área de saúde.
O ciclo básico de vida de uma célula é se multiplicar quando necessário e morrer quando se torna velha ou quando sofre alguma lesão na sua estrutura.
As nossas células são programas para se auto-destruírem em caso de alteração da sua conformação original, principalmente se houver lesão no DNA (código genético da célula, que determina suas características), não passível de reparo. Esta auto-destruição se chama apoptose. Este mecanismo evita que lesões no DNA possam ser perpetuadas através da multiplicação de células anômalas.
Lesões celulares ocorrem diariamente em nosso organismo e são amplificadas pelo cigarro, radiação e produtos químicos, todas substâncias com alto potencial de lesão do DNA (carcinógenos). Só o cigarro possui mais de 4000 substâncias comprovadamente carcinógenas.
Graças a apoptose, não desenvolvemos câncer a todo momento.
O processo de multiplicação celular e apoptose é controlado por um grupo de genes chamado de protooncogenes. São os genes supressores de tumor. O câncer começa a surgir quando ocorrem mutações nesses protooncogenes, fazendo com que suas funções sejam abolidas. Os genes alterados passam a se chamar oncogenes, e em vez de impedir a formação de tumores, passam a estimulá-los.
A partir desse momento as células com alterações estruturais não só conseguem se multiplicar, como estão protegidas da apoptose. Portanto, são células se proliferam rapidamente e não morrem. Estas são as células cancerígenas.
Existem vários tipos de protooncogenes, cada tipo de câncer está relacionado a um ou mais desses. Os diferentes tipos de oncogenes explicam porque algumas famílias apresentam tendência a desenvolverem alguns tipos de câncer e porque o cigarro causa câncer de pulmão em alguns, de boca em outros, de bexiga, rins etc... A ausência de ativação de oncogenes específicos também explica porque alguns fumantes nunca desenvolvem câncer.
POR QUE O CÂNCER LEVA A MORTE ?
As células cancerígenas além de se multiplicarem, conseguem produzir seus próprios vasos sanguíneos, o que permite a elas receberem nutrientes e formarem as massas de células chamada de tumores. Outro fator determinante é a capacidade dessas células anômalas de alcançarem a circulação sanguínea e viajarem pelo corpo.
Quanto mais lesão tiver sofrido o DNA da célula, mais diferente ela será da célula que lhe deu origem. E se ela é diferente, não consegue despenhar as funções vitais que a original exerce. Então, passamos a ter um quadro onde células que não desempenham nenhuma função se multiplicam de modo muito mais rápido que o normal e passam não só a competir por alimento, como invadem e tomam o lugar das células normais.
Depois de um tempo passamos a ter um pulmão em que a maioria das células não consegue captar oxigênio, um intestino que não absorve nutrientes, um rim que não produz urina... Além disso, temos uma massa tumoral que cresce tanto que começa a esmagar e obstruir outros tecidos e vasos importantes. Um tumor do pescoço pode comprimir a traqueia e causar asfixia, um tumor de intestino obstrui a passagem das fezes, um tumor cerebral pode comprimir o cérebro contra o crânio etc...
A célula cancerígena tem a capacidade de invadir tecidos próximos e alcançar vasos sanguíneos, podendo viajar pela circulação e acometer outros órgãos distantes. Este processo se chama metástase. Os tumores benignos são aqueles que não tem capacidade de metastizar.
Alguns termos para melhor compreensão:
•Câncer - São células anômalas com capacidade de multiplicação, invasão a distância e de destruição. O câncer é sempre maligno.
•Tumor - É o aumento anormal de um tecido, pode ser maligno ser for criado por células cancerígenas, mas pode ser benigno se for por células sem características de câncer.
•Neoplasia - Semelhante a tumor.
•Carcinoma - Câncer originado das células epiteliais (tipo de células que recobre a pele e a maioria da superfície dos órgãos).
•Sarcoma - Câncer originado de células de músculos, gordura, osso e cartilagem.
•Mesotelioma - Câncer originado de células do mesotélio, tecido que envolve alguns de nossos órgãos como a pleura, pericárdio e peritônio.
•Leucemia - Câncer que se origina de células do sangue na medula óssea.
•Linfoma - Câncer que se origina das células de defesa do organismo
O ciclo básico de vida de uma célula é se multiplicar quando necessário e morrer quando se torna velha ou quando sofre alguma lesão na sua estrutura.
As nossas células são programas para se auto-destruírem em caso de alteração da sua conformação original, principalmente se houver lesão no DNA (código genético da célula, que determina suas características), não passível de reparo. Esta auto-destruição se chama apoptose. Este mecanismo evita que lesões no DNA possam ser perpetuadas através da multiplicação de células anômalas.
Lesões celulares ocorrem diariamente em nosso organismo e são amplificadas pelo cigarro, radiação e produtos químicos, todas substâncias com alto potencial de lesão do DNA (carcinógenos). Só o cigarro possui mais de 4000 substâncias comprovadamente carcinógenas.
Graças a apoptose, não desenvolvemos câncer a todo momento.
O processo de multiplicação celular e apoptose é controlado por um grupo de genes chamado de protooncogenes. São os genes supressores de tumor. O câncer começa a surgir quando ocorrem mutações nesses protooncogenes, fazendo com que suas funções sejam abolidas. Os genes alterados passam a se chamar oncogenes, e em vez de impedir a formação de tumores, passam a estimulá-los.
A partir desse momento as células com alterações estruturais não só conseguem se multiplicar, como estão protegidas da apoptose. Portanto, são células se proliferam rapidamente e não morrem. Estas são as células cancerígenas.
Existem vários tipos de protooncogenes, cada tipo de câncer está relacionado a um ou mais desses. Os diferentes tipos de oncogenes explicam porque algumas famílias apresentam tendência a desenvolverem alguns tipos de câncer e porque o cigarro causa câncer de pulmão em alguns, de boca em outros, de bexiga, rins etc... A ausência de ativação de oncogenes específicos também explica porque alguns fumantes nunca desenvolvem câncer.
POR QUE O CÂNCER LEVA A MORTE ?
As células cancerígenas além de se multiplicarem, conseguem produzir seus próprios vasos sanguíneos, o que permite a elas receberem nutrientes e formarem as massas de células chamada de tumores. Outro fator determinante é a capacidade dessas células anômalas de alcançarem a circulação sanguínea e viajarem pelo corpo.
Quanto mais lesão tiver sofrido o DNA da célula, mais diferente ela será da célula que lhe deu origem. E se ela é diferente, não consegue despenhar as funções vitais que a original exerce. Então, passamos a ter um quadro onde células que não desempenham nenhuma função se multiplicam de modo muito mais rápido que o normal e passam não só a competir por alimento, como invadem e tomam o lugar das células normais.
Depois de um tempo passamos a ter um pulmão em que a maioria das células não consegue captar oxigênio, um intestino que não absorve nutrientes, um rim que não produz urina... Além disso, temos uma massa tumoral que cresce tanto que começa a esmagar e obstruir outros tecidos e vasos importantes. Um tumor do pescoço pode comprimir a traqueia e causar asfixia, um tumor de intestino obstrui a passagem das fezes, um tumor cerebral pode comprimir o cérebro contra o crânio etc...
A célula cancerígena tem a capacidade de invadir tecidos próximos e alcançar vasos sanguíneos, podendo viajar pela circulação e acometer outros órgãos distantes. Este processo se chama metástase. Os tumores benignos são aqueles que não tem capacidade de metastizar.
Alguns termos para melhor compreensão:
•Câncer - São células anômalas com capacidade de multiplicação, invasão a distância e de destruição. O câncer é sempre maligno.
•Tumor - É o aumento anormal de um tecido, pode ser maligno ser for criado por células cancerígenas, mas pode ser benigno se for por células sem características de câncer.
•Neoplasia - Semelhante a tumor.
•Carcinoma - Câncer originado das células epiteliais (tipo de células que recobre a pele e a maioria da superfície dos órgãos).
•Sarcoma - Câncer originado de células de músculos, gordura, osso e cartilagem.
•Mesotelioma - Câncer originado de células do mesotélio, tecido que envolve alguns de nossos órgãos como a pleura, pericárdio e peritônio.
•Leucemia - Câncer que se origina de células do sangue na medula óssea.
•Linfoma - Câncer que se origina das células de defesa do organismo
31 março 2011
Células Tronco – O que são ?
Na mídia, a todo instante, estamos lendo ou vendo sobre as Células Tronco. De tanto ouvir falar, a gente começa a achar que isso já está velho, meio batido e que já sabemos de tudo. Mas será a verdade ?
As células tronco são como matrizes de nossos corpos, são células que são capazes de dar origem a qualquer célula de nosso corpo. Na teoria, podíamos pegar as células tronco de uma pessoa e fazer para ela um coração novinho. Já pensou ? O grande barato é que com isso se pode curar várias doenças como diabetes, doenças cardiovasculares ( do coração), acidentes cerebrais, etc. A vantagem , também, é que ao criarmos um coração novo das células da pessoa , não há o risco de rejeição. Isso vale para qualquer órgão.
Hoje em dia se há o transplante de um rim de outro indivíduo, a pessoa tem que tomar remédios para que o seu organismo não rejeite o rim transplantado. Ou seja: para que seu corpo não ache que o rim é algo que veio de fora ( o que é realmente, porque é de outra pessoa !) e não o combata como se fosse algo ruim.
Se o rim fosse “montado” a partir de células tronco de um indivíduo e retornasse para o corpo deste mesmo indivíduo, pronto ! Problema resolvido. O rim é dele mesmo ! Isso, volto a dizer,vale para todos os outros órgãos : pele, coração, pulmões, fígado,…
Agora, você deve estar se peguntando…”Se é assim, tão bom, qual é a polêmica ? ” A polêmica está em como se consegue as células tronco.
As células tronco que são boas para se formar qualquer órgão e se manipular bem para servir de base para colocarmos no fígado ( por exemplo) para que esse comece a fazer a insulina que falta e assim curar a diabetes; são as células do embrião. Quando o esperamatozóide fecunda o óvulo, formando o zigoto e começa a divisão em 2, 4, 8, 16 células… já se formam as células tronco que são chamadas de Totipotentes. Essas que são as células legais para se fazer esse tipo de pesquisa.
Agora, vai a polêmica ! Para se tirar as células tronco do embrião temos que matar ou acabar com o embrião. Para quem vê o embrião como um “montinho de células” , isso não faz mal nenhum ! Pois para muitos esse “montinho” pode virar ser humano ou não . Muitos abortos espontâneos ocorrem nesta fase. Mas para quem vê esse embrião como um ser humano … a coisa pega ! Vamos matar uma vida para salvar outras ? Criar um ser humano para servir de base para órgãos e pesquisa ?
O que você acha ?
As células tronco são como matrizes de nossos corpos, são células que são capazes de dar origem a qualquer célula de nosso corpo. Na teoria, podíamos pegar as células tronco de uma pessoa e fazer para ela um coração novinho. Já pensou ? O grande barato é que com isso se pode curar várias doenças como diabetes, doenças cardiovasculares ( do coração), acidentes cerebrais, etc. A vantagem , também, é que ao criarmos um coração novo das células da pessoa , não há o risco de rejeição. Isso vale para qualquer órgão.
Hoje em dia se há o transplante de um rim de outro indivíduo, a pessoa tem que tomar remédios para que o seu organismo não rejeite o rim transplantado. Ou seja: para que seu corpo não ache que o rim é algo que veio de fora ( o que é realmente, porque é de outra pessoa !) e não o combata como se fosse algo ruim.
Se o rim fosse “montado” a partir de células tronco de um indivíduo e retornasse para o corpo deste mesmo indivíduo, pronto ! Problema resolvido. O rim é dele mesmo ! Isso, volto a dizer,vale para todos os outros órgãos : pele, coração, pulmões, fígado,…
Agora, você deve estar se peguntando…”Se é assim, tão bom, qual é a polêmica ? ” A polêmica está em como se consegue as células tronco.
As células tronco que são boas para se formar qualquer órgão e se manipular bem para servir de base para colocarmos no fígado ( por exemplo) para que esse comece a fazer a insulina que falta e assim curar a diabetes; são as células do embrião. Quando o esperamatozóide fecunda o óvulo, formando o zigoto e começa a divisão em 2, 4, 8, 16 células… já se formam as células tronco que são chamadas de Totipotentes. Essas que são as células legais para se fazer esse tipo de pesquisa.
Agora, vai a polêmica ! Para se tirar as células tronco do embrião temos que matar ou acabar com o embrião. Para quem vê o embrião como um “montinho de células” , isso não faz mal nenhum ! Pois para muitos esse “montinho” pode virar ser humano ou não . Muitos abortos espontâneos ocorrem nesta fase. Mas para quem vê esse embrião como um ser humano … a coisa pega ! Vamos matar uma vida para salvar outras ? Criar um ser humano para servir de base para órgãos e pesquisa ?
O que você acha ?
30 março 2011
A Banana tem Semente?
A banana é uma das frutas mais saborosas e fáceis de comer e manusear. Enquanto uma barra de cereal mobiliza vários recursos para sua fabricação, a banana, além de ser mais barata e ter um custo-benefício superior, possui um preço de produção bem menor. Das vantagens e do sabor da fruta não restam dúvidas, no entanto, onde ficam localizadas suas sementes?
Ao contrário do que muitos imaginam, aqueles minúsculos pontos pretos presentes no interior da banana não são suas sementes, mas sim, apenas óvulos não fecundados.
Ao contrário do que muitos imaginam, aqueles minúsculos pontos pretos presentes no interior da banana não são suas sementes, mas sim, apenas óvulos não fecundados.
Próstata e ejaculação femininas - isto é verdade?
Ao contrário do que se acreditava até recentemente, a próstata não é um órgão exclusivamente masculino. Durante muito tempo, a existência da próstata feminina foi negada pelos especialistas. Geralmente, ela era chamada de glândula de Skene, um vestígio da fase embrionária que não teria função significativa na vida adulta.
Estudos recentes, porém, têm demonstrado que a próstata está presente e ativa no organismo feminino e que, apesar de ser 20% menor do que a próstata masculina, apresenta características de secreção protéica. Durante a relação sexual, a glândula libera secreções conhecidas como ejaculação feminina, formadas pelo mesmo líquido presente no caso da próstata masculina.
Pesquisas sugerem que a próstata feminina pode ser afetada pelas terapias de reposição hormonal ou pelo uso de anabolizantes, procedimentos que contribuiriam para o eventual desenvolvimento de tumores malignos. Estudos preliminares do Instituto de Biologia da Unicamp indicam que o órgão estaria associado não só com a chamada ejaculação feminina, mas também com a estimulação sexual, uma vez que teria ligação com o ponto G, zona erógena rica em concentração de terminações nervosas e vasos sangüíneos.
Algumas mulheres têm o que os especialistas classificam de hiperandrogenismo, ou seja, apresentam naturalmente dosagens mais elevadas de testosterona. Uma das manifestações que acompanham o hiperandrogenismo é o hirsutismo, que consiste no crescimento de pêlos em áreas do rosto; outra é o ovário policístico. Mulheres com esses problemas devem merecer um cuidado especial por parte dos ginecologistas, pois podem vir a apresentar patologias ligadas ao desenvolvimento da próstata. A mesma atenção precisa ser dada às atletas que fazem uso de anabolizantes e aos transsexuais que normalmente são submetidos a tratamentos hormonais complementares. O mesmo é válido em relação às mulheres que utilizam de terapias de reposição hormonal, procedimentos adotados comumente após a menopausa.
No homem, o órgão conta com uma espécie de cápsula que restringe a disseminação das células tumorais. Na mulher, essa proteção não existe, o que permite a livre disseminação dos tumores na cavidade abdominal.
Maiores informações:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2007/ju358pag05.html
http://www.ufac.br/informativos/ufac_imprensa/2002/08ago_2002/artigo594.html
Estudos recentes, porém, têm demonstrado que a próstata está presente e ativa no organismo feminino e que, apesar de ser 20% menor do que a próstata masculina, apresenta características de secreção protéica. Durante a relação sexual, a glândula libera secreções conhecidas como ejaculação feminina, formadas pelo mesmo líquido presente no caso da próstata masculina.
Pesquisas sugerem que a próstata feminina pode ser afetada pelas terapias de reposição hormonal ou pelo uso de anabolizantes, procedimentos que contribuiriam para o eventual desenvolvimento de tumores malignos. Estudos preliminares do Instituto de Biologia da Unicamp indicam que o órgão estaria associado não só com a chamada ejaculação feminina, mas também com a estimulação sexual, uma vez que teria ligação com o ponto G, zona erógena rica em concentração de terminações nervosas e vasos sangüíneos.
Algumas mulheres têm o que os especialistas classificam de hiperandrogenismo, ou seja, apresentam naturalmente dosagens mais elevadas de testosterona. Uma das manifestações que acompanham o hiperandrogenismo é o hirsutismo, que consiste no crescimento de pêlos em áreas do rosto; outra é o ovário policístico. Mulheres com esses problemas devem merecer um cuidado especial por parte dos ginecologistas, pois podem vir a apresentar patologias ligadas ao desenvolvimento da próstata. A mesma atenção precisa ser dada às atletas que fazem uso de anabolizantes e aos transsexuais que normalmente são submetidos a tratamentos hormonais complementares. O mesmo é válido em relação às mulheres que utilizam de terapias de reposição hormonal, procedimentos adotados comumente após a menopausa.
No homem, o órgão conta com uma espécie de cápsula que restringe a disseminação das células tumorais. Na mulher, essa proteção não existe, o que permite a livre disseminação dos tumores na cavidade abdominal.
Maiores informações:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2007/ju358pag05.html
http://www.ufac.br/informativos/ufac_imprensa/2002/08ago_2002/artigo594.html
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